Tudo bem, nos adaptamos a mudanças

 Começo a escrever aqui no meio de uma aula de crianças de três á quatro anos, sem saber o que escrever. Para falar a verdade, nem imaginava que poderia mesmo ser capaz de dar aula a crianças, e esse ano se tornou a melhor coisa que poderia ter se tornado. 

Também passei por coisas nos últimos tempos que testaram minha sanidade mental de uma forma que nem sei como fui capaz de lidar. Talvez a terapia que comecei tenha ajudado, o que é outra coisa que achei que nunca faria na minha vida. 

Acho que esse ano está cheio de surpresas de alguma forma.

Comecei a escrever um outro livro do qual está na minha cabeça há dois anos e é completamente inspirado em inúmeras faixas da única e exclusiva Taylor Swift. Minha relação com Tay Tay é hoje, algo que quando a descobri no final de 2009, nunca poderia imaginar que seria. Como uma grande fã dos Jonas Brothers, não gostava dela e nem do drama que o término com Joe Jonas tinha sido e hoje não consigo imaginar como alguém não é invadido por toda a arte que ela cria. 

Rompi um laço com uma pessoa que tive desde o dia que nasci. Entre tantos anos, presenciei tantas coisas e vivi tantas emoções, entre altos e baixos, com essa pessoa, que talvez duvidei que um dia isso iria acontecer. Aconteceu. E no fundo, apesar de eu me importar um pouco, estou aliviada. 

Descobri em mim que um dos meus maiores pavores, pode ser na verdade, uma grande vontade. Ser mãe. Acredita nisso? Eu que passei anos da minha vida levantando a bandeira sobre não ter filhos, bastou quatro meses em contato direto com crianças para desmontar tudo que criei em anos baseado nas experiências que vi e vivi. 

Descobri que crianças são seres únicos. Não apenas seres que perguntam demais e exigem extra cuidado e tiram sua paciência. Descobri um amor diferente que vem deles, uma coisa muito sincera, é puro demais. 

Enxergar isso despertou a vontade de ser mãe, por algum motivo. Mas ainda mantenho todas minhas preocupações em alerta, então não acho que de fato isso um dia vai acontecer. Mas saber que eu poderia gostar da ideia, já diz muito sobre o fato de eu não saber nada sobre a vida. 

Passei o último mês inclusive com medo dela. Com medo dos meus pensamentos e do imprevisível. Mas acho que me reencontrei. De alguma forma, devo ter me reencontrado. 

Hoje me esforço muito mais para que uma coisa que eu quero a muito tempo aconteça e os pequenos avanços me animam. Hoje, eu espero ansiosamente o resultado final sem me dar a oportunidade de errar. 

Enfim, me deu vontade de escrever aqui no meio do nada. As vezes, minha maior terapia é ouvir o som do teclado batendo enquanto as palavras se formam aos meus olhos. Acho que talvez minha melhor lição desse texto é que tudo muda e tudo pode acontecer e tudo bem. Nos adaptamos a mudanças. 

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