O BBB 22 FLOPOU?

 Não é novidade que sou fã do BBB. Acompanho o programa desde o BBB9 e naquela época eu tinha 11 anos. Sempre achei entretenimento puro, quem gosta de uma boa história, o BBB sempre rendeu grandes personagens e um ótimo enrendo. Desde a queda de repercussão em 2019 e a ascensão em 2020, o programa voltou a ser um fenômeno e veio como uma promessa em 2022. E essa edição? Flopou?





Se levar pelo lado literal onde flop é não atender as expectativas, flopou sim! Nós sabemos que é um dos programas de maior sucesso da Globo, vários patrocinadores, audiência e destaque nas redes sociais - inclusive para os participantes que engajam seus perfis - mas não dá para dizer que o programa atendeu as expectativas.
Nesse BBB, faltou muitos personagens interessantes dentro da história e faltou enredo de qualidade. Encerrado ontem, o vencedor, Arthur Aguiar até teve um enredo em certo ponto que o colocou na cara do favoritismo mas ficou tão repetitivo que se tornou chato e provavelmente um dos campeões mais controversos que o programa já teve, apesar de realmente não ter sentido ser outra pessoa. De resto, nenhuma outra história ou participante se destacou, salvo Scooby que roubou a cena com seu jeitão good vibes.
O grande problema é que não rolou comoção, o público nem vontade de votar nessa reta final tem, meio que lavou as mãos.
A receita perfeita de uma edição boa que trás conflito, alívio cômico, laços de amizades fortes, jogadores engajados nas estratégias, participantes carismáticos e um vilãozinho nível BBB ficou em falta esse ano. Até tinha, mas numa versão mais mediana. 
Apesar de ter sido uma edição com sucessão de eventos que foram feitos para movimentar o programa e causar o esperado, boom, nada salvou a edição de fato. Além dos eventos que aconteceram devido a convivência e participantes mesmo. Da casa de vidro, a expulsão, desistência, dinâmica com eliminados e até paredão falso na reta final, todos esses acontecimentos geraram sim comentários e repercussão, mas não o suficiente para que o enredo do programa caísse na graça do público, porque faltava participante interessante. 
E o resultado foi esse: uma edição que não dá muito prazer de assistir.



Um ponto positivo entre toda uma edição de mediana para ruim, Tadeu Schmidt se destacou como um ótimo apresentador que soube dar narrativa apaixonada para episódios que entregavam abaixo do esperado e respeitar todos os jogadores, talvez, sendo até então, o apresentador mais imparcial que o programa já teve - o que de fato, é necessário. Um poço de talento na comunicação que felizmente, não foi boicotado por um ano que não foi tão bom. Se destacar na sua estreia, em uma edição que não fez jus ao peso do programa é para poucos e felizmente, Tadeu conseguiu. 
A lição que fica é: para participar do BBB - um jogo de relações e prêmios - é necessário escalar quem realmente deseja viver e ganhar. E com isso sendo ainda mais óbvio (apesar do discurso de Leifert para Gil do Vigor ano passado) como fã, espero um BBB23 cheio de participantes explosivos, carismáticos e com muita vontade de viver cada segundo, enfrentando todos os medos e valorizando as experiências lá dentro, sem pensar aqui fora. Inclusive estou disponível Boninho! Me chama! Tenho contas para pagar!!!!!! 
Mas ano apesar dos pesares e de não ter me conquistado cem por cento, ano que vem, estarei assistindo a próxima edição, torcendo, claro, por algo melhor... 


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